Tipos de Nós: Nó Trança Chata


Nó Trança Chata: Um Nó diferente dos demais pelo fato de representar um trançado usado na testeira no buçal e de alguns freios de cavalo. O lenço é parte essencial da indumentária do gaúcho, foi instituído, inicialmente nas tribos indígenas, como Yarós, Minuanos e Charruas, os quais usavam uma fita de couro de pequenos animais, cipó ou casca de algumas árvores, para prender o cabelo, pois como de costume possuíam cabelos compridos. Desta forma, com a chegada dos padres jesuítas e a fundação das missões, chegaram os tecidos, os quais os índios passaram a utilizar das tiras como vincha na cabeça para segurar os longos cabelos. Com a influência da moda da época, iniciaram-se os corte de cabelo, e desta forma, não houve mais necessidade de usar tal faixa na cabeça. Com a colonização européia no Rio Grande do Sul, iniciou-se o transporte de roupas refinadas e com elas, foi transportado para o Brasil também as gravatas. Desta forma, vê-se a relação da evolução do uso do lenço no pescoço com a vinda da gravata para o Brasil. Por conta das revoluções políticas ocorridas no Rio Grande do Sul, o lenço passou a ser usado com as pontas para trás, depois atado no pescoço e solto no peito, se tornando uma forma de identificação. Também por ideais políticos se popularizou de acordo com as cores que representam e identificam as conotações partidárias. O povo gaúcho já foi representado pelos Farrapos/Maragatos, que usavam lenço vermelho, os Pica-paus de lenço verde e Chimangos que usavam o lenço de cor branca. Usado como arma de defesa durante a Revolução e até mesmo nos desafios de chula para demonstrar mais engenho do dançarino com esta arte, os lenços de cores mais usadas são o branco e vermelho, tendo seu tecido quadrangular, geralmente feito de seda e de uma só cor, com exceção aos lenços carijós que possuem o seu tecido com trabalhos em forma de xadrez. O lenço de cor preta representa, tradicionalmente o sentimento de luto por algo que peão está enfrentando. Atualmente, o lenço é obrigatório no uso da indumentária. Por possuir grandes valores sentimentais, o lenço, já foi obra para músicas, versos e rimas para os gaúchos, finalizamos com o fragmento da poesia ‘Lenço maragato’, de Antonio Francisco de Paula:

“Este lenço escarlate

Que uso com muito gosto,

Amarrado no pescoço

Com as pontas esvoaçando ao vento,

É relíquia de um tempo,

Herança dos ancestrais’

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